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quarta-feira, 4 de junho de 2014

0 PRODUÇÃO DE MUDAS PARA REFLORESTAMENTO DE MANGUEZAL NA BAÍA DE GUANABARA – RJ

Introdução

Os processos de ocupação da região da Baía de Guanabara levaram a uma quase extinção do ecossistema Manguezal, que muito tardiamente, foi reconhecido como de vital importância para a vida de baías e estuários, restando cerca de 60 km² de cobertura florestal, dos originais 258 km²(PIRES, 1992).

Justificativa

Em vista dos impactos causados, torna-se necessário adotar medidas de recuperação ambiental para os Manguezais e desenvolver tecnologias para o restabelecimento das suas funções ambientais. E uma dessas práticas adotadas pelo Instituto Guardiões é a produção de mudas das espécies arbóreas Mangue- preto, Mangue-branco e Mangue-vermelho, no viveiro florestal da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Material e Métodos

Foram coletados da região da APA de Guapimirim propágulos já dispersos das três espécies e levados para o viveiro, onde foram semeados em recipientes do tipo sacolas plásticas (14 x 20 cm), utilizando um substrato composto pela fração mineral argila, acrescida de esterco bovino e areia, na proporção volumétrica 4:4:1, respectivamente.

Referência Bibliográfica

Pires, I.O. Monitoramento de manguezais da APA Guapimirim, RJ, através de correlação de dados da fitomassa e de radiância do TM/ LANDSAT. Tese de Doutorado Universidade de São Paulo. São Paulo, 149 p., 1992.

COMO FUNCIONA NA PRÁTICA

Para começarmos a reflorestar uma área onde a vegetação original foi retirada, podemos começar pela produção de mudas para plantio.

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Basta encher sacolas plásticas próprias para recebimento das mudas com barro, esterco e areia, nas proporções 4:4:1

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Depois, deixar os propágulos imersos em água por pelo menos 24 horas e semeá-los nos recipientes.

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Irrigar duas vezes por dia e após 04 meses é só plantar!

quinta-feira, 21 de março de 2013

0 21 de março, dia Internacional das Florestas

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No dia de hoje, 21 de março, comemora-se o Dia Internacional das Florestas. Oficialmente, a primeira celebração foi no ano de 1972, quando a FAO (Organização para Agricultura e Alimentação – ligada à ONU) aprovou um projeto objetivando sensibilizar as populações sobre a importância de manter as florestas em seus estados naturais, além do incentivo para o aumento das áreas verdes, essenciais à vida humana e do próprio planeta. Mas a data não foi escolhida de forma aleatória. O vigésimo primeiro dia de março foi eleito em virtude da chegada da Primavera no Hemisfério Norte, época inicial de florescimento e reprodução das espécies vegetais. Já no Hemisfério Sul, em razão das opostas condições climáticas, a chegada da Primavera se dá no mês de setembro. Desta forma, é neste mês que se comemora o Dia da Árvore – 21 de setembro. Assim, correlacionamos duas importantes datas: Dia Internacional das Florestas e Dia da Árvore.
 
Mas a preocupação com o ambiente florestal já era conhecida desde o século XIX, mais precisamente no ano de 1872. Foi nesta época que o político americano, jornalista e agricultor Julius Sterling Morton (abril, 1832 – abril, 1902), apreensivo com a escassez de algumas espécies vegetais arbóreas e ciente das vitais importâncias que as árvores possuem, mobilizou a população do estado norte-americano de Nebraska a dedicar um dia ao ano ao plantio de árvores. Assim, nasceu o Dia da Árvore, que em sua primeira edição, conseguiu plantar 1 milhão de mudas! O evento se tornou um sucesso e rapidamente se espalhou para outras regiões dos Estados Unidos. Não demorou muito para que os ideais de recuperação ambiental florestal atingissem outros países, inclusive o Brasil.

Em nosso país, as ações ambientais são de extrema importância, já que possuímos a segunda maior extensão de florestas do planeta, atrás apenas da Rússia, e abrigamos grande parte da maior floresta tropical do mundo - a Amazônia - além de sua biodiversidade singular. Mas quais são as funções que as florestas desempenham? Elas são realmente importantes? A resposta é SIM! São de extrema importância não só por abrigar inúmeras espécies de fauna e flora, mas também por manter estável a vida em todo o planeta, incluindo, a dos Seres Humanos.

Quando falamos das “funções desempenhadas pelas florestas”, devemos ter em mente que são suas raízes que auxiliam na fixação do solo, impedindo o processo de erosão. São as suas folhas, que quando caem das árvores, depositam-se sobre o solo, criando uma camada. Esta faz com que a água das chuvas se infiltre lentamente, recarregando o lençol freático, que irá abastecer os rios e lagos, além de minimizarem os efeitos das enchentes. As florestas atuam também na regulação do clima, pois são elas que, através da Fotossíntese, capturam o gás carbônico decorrente de diversas atividades antrópicas e devolvem ao meio ambiente Oxigênio. É também nesse ambiente que estão abrigadas diversas populações indígenas e Reservas Extrativistas, possuindo assim, uma grande função social. Também é graças a elas que temos as

Unidades de Conservação, seja de Proteção Integral ou de Uso Sustentável, mas que independente do seu grupo, conservam a biodiversidade, além de possuírem um importante papel paisagístico.

Mas mesmo desempenhando inúmeras funções importantíssimas, o ecossistema florestal brasileiro vem sofrendo grandes perdas em sua área, seja pela ocupação imobiliária desordenada, pela exploração ilegal de madeira, pelo elevado nível de queimadas ou desmatamento. Todos esses fatores reduzem drasticamente a cobertura florestal, reduzindo assim, as excelentes funções citadas anteriormente.

Para que a atual situação de degradação seja contornada, é preciso a atuação do Poder Público de forma enérgica, tornando pouco rentável o desmatamento da floresta e aumentando seu poder fiscalizador. Também é preciso que a sociedade perceba a importância que a floresta possui quando está “de pé”. Mas para isso, também são necessárias fortes políticas de Educação Ambiental, fazendo com que a população se conscientize e passe a enxergar a floresta como uma extensão de seus lares. Somente assim, poderemos garantir que nós e nossos descendentes desfrutaremos dos benefícios que somente as florestas possuem.

Guilherme Rodrigues – Engenheiro Florestal

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

0 Aniversário de Fundação do IBAMA

clip_image001Em 22 de fevereiro de 1989, foi promulgada a Lei nº 7.735, que cria o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. A partir daí a gestão ambiental passou a ser integrada. Antes, havia várias áreas que cuidavam do ambiente em diferentes ministérios e com diferentes visões, muitas vezes contraditórias. A responsável pelo trabalho político e de gestão era a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), vinculada ao Ministério do Interior.

A Sema teve um papel de articulação muito importante na elaboração da Lei 6938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, em vigor até hoje. A lei estabelece o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), único conselho com poder de legislar. A Política, além de objetivar a preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental, visa também assegurar o desenvolvimento econômico, mas com racionalidade de uso dos recursos naturais. Foi um grande avanço, principalmente numa época onde a visão que existia era a de desenvolvimento a qualquer preço. Quando a Constituição Federal de 1988 foi promulgada, essa lei foi a única a ser recepcionada na íntegra. Contudo, sua efetivação foi construída aos poucos.

Muito de como o Brasil percebe a proteção e conservação ambiental atualmente foi consolidado pelo Ibama. O Instituto trouxe o assunto para a pauta do dia e encontra-se no imaginário do brasileiro como o grande guardião do meio ambiente. Sua forte marca é reconhecida até mesmo onde a presença do Estado é escassa. Ela significa que os recursos naturais devem ser utilizados com racionalidade para obter-se o máximo de desenvolvimento, porém, com o máximo de conservação e preservação, visando sempre sua manutenção para as gerações futuras.

A questão ambiental transcende a ação de um órgão e deve ser tratada como segurança da humanidade. O Ibama possui credibilidade junto à sociedade, justamente pela seriedade com que sempre desenvolveu o seu trabalho. A melhor gratificação que alguém que cuida de quem protege a vida pode ter é saber que seus resultados são tão importantes quanto a própria manutenção da natureza e da biodiversidade do Brasil.

Desde sua criação, em 1989, O Ibama vêm alcançando novos espaços no Brasil e no mundo. Já em 1992 foi criado o Ministério do Meio Ambiente e, durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – Rio 92, foram lançadas três das principais Convenções internacionais de meio ambiente: de Mudanças Climáticas, da Diversidade Biológica e da Desertificação. O aprimoramento do arcabouço legal também reflete a importância crescente da agenda ambiental no País.

Em 1996 o Jardim Botânico do Rio de Janeiro somou-se ao Ministério do Meio Ambiente como um de seus órgãos vinculados. Em 1997 foi criado o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e aprovada a chamada Lei das Águas, em 1998, a Lei dos Crimes Ambientais, em 1999, a lei que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental, em 2000, a que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e a Agência Nacional das Águas, em 2001 o Conselho Nacional de Recursos Genéticos, em 2006, a Lei de Gestão de Florestas Públicas e o Serviço Florestal Brasileiro e em 2007 o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

O Ibama coloca-se hoje como uma instituição de referência. Não é ainda perfeita na área de fiscalização mas as notícias são sempre promissoras.

clip_image001[6]Ela como indígena com seu instinto maternal esta preservando além de seus limites e você esta fazendo a sua parte?

0 01 de Março - Dia do Turismo Ecológico

O Turismo é uma grande indústria em todo o mundo. O que surpreende é o crescimento do Turismo ecológico ou Ecoturismo: 20% a cada ano. Não à toa esse segmento ganhou uma data comemorativa: 1º de março – Dia do Turismo Ecológico, data que este segmento foi introduzido oficialmente no país em 1988. De acordo com o WTTC (World Travel & Tourism Council), que organiza estatísticas do turismo mundial, o Turismo Ecológico representa hoje entre 15 e 20% do setor turístico.
De acordo com documento das Nações Unidas e da Organização Mundial do Turismo, em 1994, define-se turismo como “as atividades praticadas pelos indivíduos durante as suas viagens e permanências em locais situados fora do seu ambiente habitual, por um período contínuo que não ultrapasse um ano, por motivos de lazer, negócios e outros”.
O Ecoturismo pode ser classificado como uma prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, em áreas naturais, que se utiliza de forma sustentável do patrimônio natural e cultural, incentiva a sua conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem-estar das populações envolvidas.

O ecoturismo pode ser praticado em um banho de cachoeira, numa caminhada por trilhas, num passeio a cavalo ou num estudo biológico. Impulsionados pela vontade de entrosar-se com os reinos vegetal e animal e harmonicamente fazer parte deles, os chamados ecoturistas andam, seguem trilhas desconhecidas, suam, e quase perdem o fôlego apenas para poder contemplar as paisagens.

O turismo ecológico se evidencia de qualquer outro tipo de turismo tradicional pela iniciativa dos viajantes se deslocarem do seu local de origem em busca de áreas relativamente pouco conhecidas, com objetivos específicos de estudo, admiração e prazer. Acredita-se que no Brasil existam mais de meio milhão de pessoas que praticam o ecoturismo, num total de 50 milhões no mundo. Deverá ser uma das principais modalidades do lazer e turismo nos próximos anos. Ecoturismo representa, por si só, uma importante forma de educação ambiental, talvez a mais efetiva sob o ponto de vista de sua abrangência.

É importante ressaltar que os praticantes do Ecoturismo, são pessoas envolvidas com as questões preservacionistas e dão sempre preferência aos locais e empreendimentos que praticam o desenvolvimento sustentável. Se é comum ao turista levar lembranças dos locais visitados, o ecoturista dará sempre preferência a lembranças de empreendimentos solidários cujos produtos são confeccionados com respeito ao meio ambiente, a cultura local e gere uma economia solidária.

A base do Turismo Ecológico são as caminhadas, pois para se praticar qualquer modalidade é preciso chegar ao atrativo natural através de pelo menos uma pequena distância a pé. E para caminhar não são necessários grandes equipamentos, mas valem algumas dicas:

· Planeje o seu roteiro pesquisando em guias e mapas;
· Leve boné, protetor solar e labial, óculos de sol, binóculo, lanterna, bússola e canivete, capa de chuva, máquina fotográfica e cantil.
· Caminhe sempre de mãos livres e coloque os seus acessórios em mochila ou pochete.
· Use roupas leves no verão e escolha um bom calçado, bota ou tênis de caminhada com boa aderência para diversos tipos de terrenos.
· Não deixe nada pelo caminho, tudo que você levar deverá trazer incluindo resto de lanches, garrafas, copos, etc.

Principais atividades do ecoturismo

Acampamento
Pernoite em meio à natureza, utilizando equipamento apropriado, que geralmente inclui uma barraca. É realizado em locais próprios, com certa infraestrutura (banheiros, luz elétrica) ou em áreas sem qualquer estrutura prévia de apoio, o que se chama “acampamento selvagem”.

Caminhada
Pode ser feita em trilhas ou caminhos abertos na natureza. Exige um mínimo de equipamento adequado, de acordo com a distância percorrida, as características do terreno e as atividades paralelas (fotografia, por exemplo). É sempre bom usar um calçado resistente e levar uma mochila.

Cavalgada
Uma opção para a caminhada, principalmente quando o terreno é de difícil acesso ou a distância é longa. Contemplar a paisagem de cima de um cavalo pode ser uma experiência tranqüilizante.

Ciclismo
Praticado geralmente em grupo, exige um certo condicionamento físico. É ideal para contemplar paisagens e, o melhor: não polui!

Escalada
A subida de montanhas ou paredes rochosas exige condicionamento. Também não se aconselha esta atividade sem a presença de alguém experiente!

Rapel
Conquistando cada vez mais adeptos, consiste em descer de uma rocha, montanha, queda d’água e afins, pendurado por uma corda. Uma espécie de escalada ao contrário.

Espeleoturismo
Também conhecido como caving, este nome que pouco ouvimos designa uma atividade mais comum que imaginamos: a exploração de cavernas. O Brasil é riquíssimo em cavernas e grutas. Vale a pena explorar!

Mergulho
Explorar o mundo submarino é uma boa opção, mesmo para quem não tem muita experiência. Há atividades de mergulho para todos os níveis de intimidade com a água: de simples snorkels, máscaras e pés-de-pato para um mergulho livre, até equipamentos profissionais e específicos que exigem apoio e/ou conhecimento prévio.

Montanhismo
Atividades em regiões de montanha. Aí podem estar combinadas caminhadas, escaladas, acampamentos, cavalgadas. Vale tudo o que o local puder oferecer.

Descida de bote (rafting)
Consiste em descer rios ou corredeiras em um bote de borracha. Também tem se tornado mais e mais popular no País, que possui inúmeros locais próprios para a atividade.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Rodrigo Gaião - Biólogo - Projeto Caranguejo Uçá

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

0 Guardiões do Mar através do Programa Petrobras Ambiental inicia projeto para reflorestar manguezais

Projeto Uçá  vai criar viveiros e mapear principais áreas de manguezais degradados nos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Magé, Niterói e Guapimirim.

A Guardiões do Mar começa a trabalhar a passos largos para minimizar a degradação de áreas de manguezais de municípios da região leste da Baía de Guanabara. Recebendo dejetos de todos os municípios que margeiam a Baía, os manguezais hoje sofrem também com a ação do homem que, mesmo com todas as campanhas e investimentos, ainda não se conscientizou que precisa proteger a natureza e joga insistentemente o lixo nos rios e canais que, invariavelmente, atingem os mangues. Essa prática é devastadora para uma espécie em particular, o Ucides cordatus, ou caranguejo Uçá, principal fonte de renda para centenas de catadores do entorno da Baía de Guanabara e cada vez mais escasso.

Para começar a mudar essa situação, a Ong Guardiões do Mar, com mais de 14 anos de atividade, criou o Projeto Uçá, que visa caracterizar regiões de manguezais degradas, criar viveiros, reflorestar e fazer um trabalho junto à população para que o mangue possa respirar e os caranguejos só sejam coletados em tamanho viável para a comercialização. O projeto começa após a Rio + 20, quando lideranças de todo mundo estiveram no Rio para discutir os destinos do planeta.

O Projeto Uçá, conta com o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, e acontecerá nos municípios de Maricá, Niterói, Guapimirim, São Gonçalo, Itaboraí e Magé.

O projeto prevê, em um prazo de 24 meses, o replantio de 200 mil espécimes de manguezais. Além disso, irá levantar as condições da costa marinha dessas regiões e identificar a fauna mais expressiva e em quais condições se encontra.

Aliada à pesquisa e ao replantio, haverá também, em parceria com as secretarias de Educação, Meio Ambiente e Agendas 21 Locais, cursos de formação continuada para os professores desses seis municípios - prioritariamente de Ciências, Geografia, orientadores do 1° e 2° segmentos e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Serão mais de 5.000 replicadores de boas práticas na área de Educação Ambiental atuando em parte da região diretamente ligada aquele ecossistema. Mais de 170 mil pessoas, entre estudantes, pescadores e catadores de caranguejos, serão beneficiadas. Instituições de grande importância para a área, como a APA de Guapimirim e Estação Ecológica da Guanabara (entre outras) estão sendo procuradas para o estabelecimento de parcerias, importantíssimas para o sucesso desta empreitada.

Para o replantio, serão coletadas sementes das três principais espécies vegetais de manguezal (Rhizophora manglee, Laguncularia racemosa e Avicenia schauerianna), que serão tratadas em viveiros para posterior plantio em áreas previamente escolhidas para recobrimento vegetal, o que possibilitará entre outras coisas que a população do Ucides cordatus tenha preservada sua principal fonte de alimentação.

caracterização ambiental Boa Vista 15 08 12 -22“Técnicos da Guardiões do Mar e a Petrobras vão trabalhar duro para dirimir o impacto que os fatores externos têm sobre o manguezal. Não podemos mais esperar. Além de caracterizar/identificar áreas degradadas e com potencial de degradação, vamos construir o viveiro para revegetar estas áreas. Paralelamente equipes de educadores ambientais percorrerão escolas dos seis municípios capacitando professores e lideranças comunitárias, afim de mobilizá-los em temas como Eficiência Energética, Consumo Consciente e Conservação de Recursos Naturais. Sem a participação da sociedade seria impossível lograrmos sucesso em um empreendimento destes. Os manguezais são patrimônio de todos nós e isso precisa ser entendido” diz Pedro Belga Presidente da Guardiões do Mar.

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0 Os oceanos pedem socorro!

corais_1Até quando vamos fingir que não escutamos? Até quando vamos continuar achando que o problema é dos governos e dos cientistas?
O problema é nosso e, gostemos ou não, os resultados positivos ou negativos serão sentidos por todos. Existem hoje diversos projetos espalhados pelo país, que fazem um excelente trabalho, mas estes projetos, não podem carregar a humanidade nas costas.

Sobrepesca e ausência de planos de manejo põem em risco oceanos no Brasil

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

0 Dia Mundial de limpeza de rios e praias

Dia Mundial de limpeza de rios e praias (15 de setembro - 2012)
Local: Praia das Pedrinhas (costa do município de São Gonçalo)
Participantes: - SESC – São Gonçalo; ONG Guardiões do Mar (PROJETO CARANGUEJO UÇÁ); Cooperativas Recooperar Itaboraí e São Gonçalo; Marquize; Demais voluntários.
Todo dia é dia de limpeza para os catadores profissionais. Contudo, a anos movimentos como o do Di

a Mundial de limpeza de rios e praias, possibilita que diferentes segmentos da sociedade civil organizada se reúnem e promovem ações como a da praia das Pedrinhas.
Houve apresentação de esquete teatral, abordando comicamente as consequências de água limpa parada em material reciclável (pneus, garrafas e outros) como focos de crescimento da dengue. A principal atividade foi a coleta de material na orla da praia. Ao final de duas horas, foram pesados mais de 30 sacos de lixo com 702,50 kg de material. A maior porcentagem foi de plásticos1 e vidros2, indicativo de descaso dos frequentadores da localidade.
Lembramos que esse material não poderá passar de passivo ambiental para matéria prima para catadores, pois se encontra contaminado. Perda econômica, ecológica e social. Quando nós, todos, entenderemos que não dá para mudar de planeta?

1= Sua origem é o petróleo, ao ser reciclado, economizamos este combustível e toda a cadeia produtiva para sua reciclagem minimiza gastos em todos os níveis. Lembrando de que os animais marinhos não distinguem plástico de seus alimentos em potencial, podendo morrer ao ingerirem-no.

2= Sua origem é a areia, ao reciclarmos, além do aspecto econômico, poupamos a matéria prima de sua fabricação, energia e afins. Além de diminuir a possibilidade de acidentes para os banhistas desavisados.

domingo, 22 de julho de 2012

0 Saída de campo em Itaoca-SG

Ontem, 21/07, uma equipe do Projeto Caranguejo Uçá esteve em campo, nos manguezais da Ilha de Itaoca em São Gonçalo/RJ. Dentre muitas atividades realizadas duas chamaram a atenção da equipe. Foi detectado imensa quantidade de "lixo" nos manguezais da área.
O que é ruim de diversas maneiras, pois os resíduos que impactam tocas e a própria vegetação (além do impacto visual), são em sua maioria, totalmente recicláveis.
Poderiam ter gerado renda para um sem número de pessoas e não comprometer a dinâmica dos manguezais.
O outro fato foi o encontro com alguns catadores de caranguejo da ilha. Pessoas fantásticas, com as quais tivemos a honra de trabalhar em 2001, quando os Guardiões, com o patrocínio da Petrobras, promoveram uma grande "faxina" naquele ambiente, através do Projeto Mangue Limpo. Parabéns Sr. Adílio e todos os outros pela perseverança e pela vida dedicada aos nossos mangues com extrativismo sustentado.

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domingo, 15 de julho de 2012

0 Mangue não é lixeira, Preserve!!

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0 Por que devemos preservar os manguezais?

Os manguezais são ecossistemas de transição.
Existem entre o mar e o continente. São verdadeiros berçários para uma incontável quantidade de espécies (peixes, aves, crustáceos, mamíferos). Até repteis, pois o jacaré de papo amarelo, faz dali, sua casa. Além disso, os manguezais são filtros naturais que com suas raízes "seguram" boa parte dos sedimentos carreados pelas águas dos rios.
Como se tudo isto não bastasse, ajudam com sua dinâmica e diversidade no sustento de milhares de famílias do entorno, tanto comercialmente, quanto como fonte de proteína para a o dia a dia.

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