sábado, 29 de junho de 2013

0 29 de Junho – Dia do Pescador

Dia 29 de junho é o Dia de São Pedro, o apóstolo pescador e que também é padroeiro dos pescadores. Por isto, a data foi escolhida para comemorar o dia do pescador.   

pescador 3Pescador não é só bom de história. É aquele sujeito que conhece a natureza, entende o mar, sabe olhar para a lua e ver a maré que vem. Antes do sol nascer, lá vai ele com seu barco pesqueiro e para onde sabe que dá peixe - sabe direitinho onde a pescaria é boa. Quando o dia é bom, traz alimento para a família e ainda garante o sustento da casa com o que consegue vender.

 

 



O pescador que vive de sua própria produção é bastante comum no nosso país. Muitos vivem em praias paradisíacas e pouco habitadas; nos feriados e nas altas temporadas, costumam ganhar bem mais do que a média anual. Porém, a subsistência destes trabalhadores pode estar ameaçada pela pesca esportiva de pessoas sem licença e sem consciência ambiental, que pescam quantidades superiores à permitida. A poluição das águas também compromete a vida dos peixes e consequentemente a dos pescadores. Portanto, além de cuidar e entender a natureza, o pescador precisa de que todos a sua volta façam o mesmo. Afinal, ele é um dos que sentem na pele como o equilíbrio da natureza é também o equilíbrio do homem.

Aquele que pesca de verdade, não o que só sabe contar história - deve dominar algumas técnicas. É um hobby bastante simples, mas para tudo tem um segredo: tem a isca certa, a escolha dos equipamentos, técnicas de arremesso, tipos de nós usados na pescaria, os melhores locais e horários, quais os pontos de pesca de cada região, entre outros. É preciso saber também distinguir os peixes, e saber onde encontrá-los e o tamanho certo para fisgá-los. Afinal, pescar filhotes não é uma boa ideia: além de render pouco, ainda não tiveram tempo de se reproduzir e, em grande escala, sua pesca pode comprometer a quantidade de peixes do local.

pescador 129 de Junho – Dia do PescadorTipos de Pesca

Existe a pesca artesanal, exercida pelo proprietário do meio de produção - sozinho, em parceria ou sociedade. Existe também a pesca empresarial, que contrata terceiros e geralmente é feita em embarcações. Enquanto esta é voltada a processos industriais e à exportação, a pesca artesanal é responsável pelo abastecimento do mercado interno.

 

Dentro da lei!

Existem atualmente vários tipos de pesca. Em locais fechados, como os clubes e parques próprios, há regras específicas. Mas, para quem quer pegar seu barquinho e se aventurar pelos rios por aí, é bom saber que a pesca ao ar livre exige um documento: a licença de pescador amador. Ela serve para controlar a atividade nas regiões do Brasil e quem for pego pela fiscalização pescando sem a carteirinha deve pagar uma multa de R$ 41,00 por quilo.

A licença obriga o pescador amador a pescar unicamente com caniço simples, caniço com molinete ou carretilha, utilizando linha de mão e anzóis simples ou múltiplos, com isca natural ou artificial, puçá e tarrafa (esta última somente no mar). Há um limite de captura e um tamanho mínimo.

A fiscalização da pesca, realizada pelo IBAMA e serve para evitar que se pesque na época da piracema. A piracema é o período de reprodução dos peixes, quando as fêmeas vão para as margens dos rios desovarem. É, portanto, uma época delicada e por isto a pesca é proibida, sendo permitida apenas a pesca científica e ribeirinha, para subsistência de pequenas comunidades. Quem for autuado pela fiscalização pescando na época da piracema deve pagar uma multa de R$ 69 por quilo pescado.

Para conseguir a licença para a pesca amadora, você pode se informar nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios.

Pesque e solte!

Pesque e solte! Este é o lema de quem vê a pescaria como um ótimo esporte de integração com a natureza, em que o importante são as táticas, estratégias e contato com o meio ambiente. Não vale mais aquela filosofia de contar vantagens; quantos peixes foram pescados ou qual o tamanho deles.

O que importa é cada peixe, como foi pescado, a emoção que trouxe, a luta para tirá-lo da água. Um bom pescador, na hora de soltar o peixe que pegou, sabe que ele precisa estar em boas condições de voltar para a água, sem ferimentos e pronto para continuar nadando. É melhor pescar um peixe, com habilidade, do que vários, com truques.

Alguns peixes exigem paciência e um aprendizado especial. Para outros, os acessórios utilizados vão determinar em grande parte o sucesso do empreendimento. Pescadores modernos lançam mão de iscas artificiais de vários formatos, cores, odores, sabores, sensibilidade e elasticidade. Isto porque as iscas artificiais facilitam a retirada do peixe do anzol, para sua devolução à água; também aumentam a sobrevida do peixe, porque não são engolidas, ao passo que as iscas naturais são - e assim o anzol fica alojado no estômago do peixe.

As varas também ganham novas tecnologias, assim como os chumbos e anzóis. A retirada do anzol é o principal cuidado que o pescador deve tomar quando for devolver o peixe. Quando o anzol não se fixa em áreas importantes, como as brânquias e o intestino, o peixe provavelmente sobreviverá. Nos casos mais graves, é melhor cortar a linha e deixar o anzol no peixe, porque retirá-lo diminuiria suas chances de sobreviver.

pescadorÉ importante também evitar a manipulação; logo que o peixe sai da água, o pescador deve retirá-lo rapidamente do anzol e devolvê-lo, pois este momento entre a captura e a soltura é causador de muita tensão para o peixe. Nesses momentos, o peixe libera hormônios e altera toda sua química interna num processo estressante que, quando muito longo, reduz suas forças e imunidade. Isto aumenta a possibilidade de um peixe solto depois de muita luta morrer por infecção.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

sexta-feira, 7 de junho de 2013

0 PROJETO UÇÁ E POLÍTICAS PÚBLICAS

Novamente, com muito orgulho da equipe, informamos a assinatura de convênio com a Secretaria Estadual de Educação, através do Coordenador Geral do Projeto Uçá. Com o fato, o Projeto, patrocinado pela PETROBRAS e realizado pela GUARDIÕES DO MAR, passa a fazer parte, em seu primeiro ano de existência, das Políticas Públicas do Estado do Rio de Janeiro, na área de Educação Ambiental.

É revelador que o Projeto Uçá vem caminhando de forma consistente, com aval dos órgãos de referência estadual e nacional (ICMBio). Além disso, as novas administrações públicas municipais, (Maricá, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Guapimirim e Magé) já estabeleceram ações em parceria e se preparam para concretizar parceria também, sem mencionar o apoio inicial dos Fóruns das Agendas 21.

Que venham novos desafios!

Graça Bispo

Coordenação Técnica Projeto Uçá

Políticas Públicas

segunda-feira, 27 de maio de 2013

0 27 de maio, dia Nacional da Floresta Atlântica

27 maioA região geográfica formada por vegetação, fauna, clima, relevo e solos típicos compreende um Bioma. E um exemplo de Bioma que detém muitas características peculiares é a Floresta Atlântica. Para se ter uma ideia, esta floresta é considerada um “mosaico vegetacional”, ou seja, há diversas formações florestais e ecossistemas compondo a Floresta Atlântica. Com exemplo de suas florestas podem ser citados a Floresta Ombrófila Densa, a Floresta Ombrófila Aberta, a Floresta Ombrófila Mista, a Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Estacional Decidual.

Todas essas nomenclaturas fazem referência às diferentes condições ambientais e às espécies florísticas ocorrentes, bem como sua dinâmica. Por exemplo, a Floresta Ombrófila Densa é um local onde a temperatura é sempre alta e as chuvas são frequentes, sendo um local extremamente úmido – daí o nome “Ombrófila”. Por sua vez, a designação “Densa” ocorre em virtude das copas das árvores se tocarem, formando um dossel denso e uniforme. Em contrapartida, a Floresta Ombrófila Aberta apresenta características vegetacionais diferenciadas quando comparada com a Densa. O espaçamento entre árvores é maior (daí o nome Aberta) e há um período de aproximadamente 2 meses de período seco. A Floresta Ombrófila Mista, também chamada de Floresta de Araucária ocorre nas regiões sul do Brasil e em manchas no sudeste. Sua espécie arbórea predominante é o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifólia). Já a Floresta Semidecídua ocorre geralmente em regiões de maiores altitudes, tendo sua vegetação adaptada a temperaturas mais baixas. Como resultado, essa formação florestal apresenta uma estação seca e fria definida e, dependendo do local, de 20 a 50 % das árvores perdem suas folhas durante o inverno, sendo esta uma adaptação ao ambiente carente de água e abundante em frio. Para efeitos de comparação, a Floresta Estacional Decidual possui duas estações climáticas bem definidas, marcada por chuvas após um longo período seco (cerca de 6 meses). Como efeito adaptativo, mais de 50% dos indivíduos vegetais perdem suas folhas.

Além das diferentes classificações de florestas citadas, ocorrem também os chamados Ecossistemas Associados, que são ambientes localizados sob o Domínio da Floresta Atlântica. Abaixo, segue a descrição de cada um:

- Manguezais: Ecossistema costeiro encontrado em áreas alagadiças, na zona de transição entre a planície e o mar. A vegetação desse ambiente (mangue) desenvolveu adaptações que a permitiu ocupar ambientes de alta salinidade e extremamente úmidos. Ocorrem predominantemente 3 espécies arbóreas: Mangue-vermelho (Rhizophora mangle); o Mangue-branco (Laguncularia racemosa) e o Mangue-vermelho (Avicennia schaueriana).

- Restingas: Sua vegetação ocorre em áreas planas e arenosas, onde houve acúmulo de sedimentos erodidos de rochas e depósito de material pelo mar. É uma ambiente de baixa fertilidade e umidade e alta salinidade. Apesar das severas condições, é um ecossistema de elevada riqueza botânica e de faunística, apresentando elevado grau de endemismo.

- Campos de Altitude: Em regiões de grandes altitudes do sudeste brasileiro (acima de 1800 m), nas cristas das serras, a floresta é substituída pelos Campos de Altitude, que possui uma vegetação predominante de gramíneas e arbustos. Fazendo parte da paisagem desses campos, são encontrados afloramentos rochosos, penhascos e picos, como o Pico das Agulhas Negras – RJ.

Pode-se perceber que com tantos ambientes diferentes, a Floresta Atlântica tem a capacidade de abrigar altíssima biodiversidade, possuindo mais de 200 mil espécies de plantas, sendo aproximadamente 8 mil endêmicas; 270 espécies de mamíferos; mais de 900 espécies de pássaros; 197 de répteis; aproximadamente 360 diferentes espécies de anfíbios e cerca de 350 espécies de peixes. Além desses dados, essa é a floresta mais rica do mundo quando se considera o número de árvores por unidade de área (454 espécies/ha no sul da Bahia), tornando o Brasil um dos doze detentores da chamada Megadiversidade.
distribuição mata atlantica
Entretanto, mesmo possuindo tamanha importância biológica, a Floresta Atlântica sofre uma intensa degradação, reflexo de uma ocupação urbana desordenada; exploração intensa dos seus recursos naturais e substituição de suas áreas por locais com destinação agrícola os pastoril. Vale lembrar que é nesse domínio florestal atlântico que se encontram aproximadamente 70% da população brasileira, o que submete a Floresta Atlântica a diferentes tipos de pressão, reduzindo sua área natural drasticamente.

E o histórico seu histórico de degradação não é de hoje. Na época do descobrimento do Brasil, a Floresta Atlântica ocupava cerca de 15% do território nacional, uma área equivalente a aproximadamente 1 milhão e 300 mil de quilômetros quadrados! Sua extensão ia, através de uma faixa quase contínua ao longo da costa brasileira, desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, além de parte dos estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Atualmente, está reduzida a cerca de 13 % de sua cobertura florestal original. Historicamente, foi a primeira floresta a receber iniciativas de colonização, saindo dela, a primeira riqueza explorada, o Pau-brasil (Chaesalpinia echinata). Desde então vários ciclos se desenvolveram em seu domínio. O resultado de todos os períodos econômicos pelos quais a Floresta Atlântica passou foi a perda de grande parte das florestas originais e a contínua devastação e fragmentação dos remanescentes florestais existentes, o que coloca a Floresta Atlântica em péssima posição de destaque, como um dos conjuntos de ecossistemas mais ricos e ao mesmo tempo mais ameaçados de extinção do mundo. Por isso, é considerada um hotspot de biodiversidade.

Mas apesar do intenso desmatamento e fragmentação, a Floresta Atlântica, juntamente com seus ecossistemas associados, ainda é extremamente rica em biodiversidade. E para manter esse ambiente único, medidas públicas têm sido realizadas, como o Decreto Federal 750/ 93, que estabelece regras para o corte de suas árvores e exploração de seus recursos, além de estabelecer outras providências. Além disto, a Constituição Federal Brasileira estabelece, em seu artigo 225, que a Floresta Atlântica é um Patrimônio Nacional. Entretanto, todas as políticas ainda não são suficientes.

A proliferação de um modelo econômico de consumo não tem priorizado a conservação dos recursos naturais e o desrespeito à natureza tem sido crescente e contínuo, sendo então, um processo totalmente insustentável. E somos nós, seres humanos, os causadores de tantos prejuízos.

Então fica a seguinte pergunta: Como acabar com os processos destrutivos atuais? Não existe um caminho ou uma receita pronta. Os problemas que enfrentamos hoje são reflexos de comportamentos impensados outrora. Entretanto, sabemos o que está errado e temos a oportunidade de mudar, através de ações sustentáveis e no estabelecimento de uma convivência harmoniosa com a natureza. Precisamos ousar mais, criar novas expectativas; dominar novas tecnologias, incentivar a educação ambiental, etc...

dia nacional da mata atlanticaSomente com tais mudanças conviveremos harmoniosamente com o meio ambiente que nos cerca. E temos na Floresta Atlântica, além de toda sua beleza e biodiversidade, uma oportunidade única de exercitarmos novas ações e criarmos novos valores, para que, com muito louvor, o dia 27 de maio possa ser de fato comemorado como o Dia da Floresta Atlântica.

GUILHERME RODRIGUES

ENGENHEIRO FLORESTAL

segunda-feira, 29 de abril de 2013

0 O CARANGUEJO UÇÁ E O MÊS DO PLANETA TERRA

O Projeto Caranguejo Uçá, pautado nas comemorações do mês do Planeta Terra (22/04 dia do Planeta Terra) além de manter suas atividades cotidianas que juntas, são grandes contribuições para a melhoria da nossa nave mãe, mesmo em escala local, também realizou atividades especiais de educação ambiental para crianças.

No último dia 25/04, os biólogos Rodrigo Gaião e Gizelle Azevedo, da equipe técnica do Uçá, visitaram a Escola Municipal Vereador João da Silva Bezerra, em Maricá. Trata-se de uma unidade de Educação Básica e a atividade foi preparada para alunos do 5°, 6° e 7° anos do ensino fundamental. A ação atendeu 150 alunos da escola, 5 professores e contou com a presença do Prof. Marcus Lacerda, responsável pela área de educação ambiental da Secretaria Municipal de Educação, que fez questão de participar.

Além das palestras em sala, onde os técnicos levaram uma coleção didática de animais in vitro, com representantes de animais da fauna costeira estadual, também foi realizada uma aula de campo no entorno da escola as margens da lagoa, para que os alunos fixassem melhor o que foi falado sobre ambientes costeiros e interatividade homem/ecossistema.

Os alunos tiveram a oportunidade aprender mais sobre os ecossistemas de manguezal (escasso no município) e sobre a Lagoa de Maricá, seu quintal. Puderam identificar as diferenças entre machos e fêmeas da espécie Uçá, com animais fixados para fins didáticos. Também foram informados sobre as ações do Projeto e a importância de suas atividades não só para a manutenção/melhoria do ambiente de manguezal, mas também para as espécies que dependem dele (do mangue) para sobrevivência, inclusive a espécie humana.

A passagem do Projeto Caranguejo Uçá por aquela Unidade Escolar, suscitou inúmeras ideias inclusive de realizar plantio de espécies de manguezais na localidade.

A ação durou ótimas seis horas nos dois turnos (manhã e tarde).

Mais uma vez o técnicos do Projeto Uçá, vão ensinar e acabam por também aprender com os pequenos. A troca de saberes (comunidades locais, professores, crianças e jovens), são talvez o melhor legado que temos ao realizar este projeto, que tanta satisfação nos trás.

Os Guardiões do Mar agradecem a Secretaria Municipal de Educação de Maricá, a direção, professores e alunos da Escola Municipal Vereador João da Silva Bezerra que tão bem nos receberam e, a Petrobras, que através do Programa Petrobras Ambiental, nos possibilita estas e muitas outras atividades prazerosas.

EA UÇÁ 4º TRI EM  João da Silva Bezerra em Maricá 250413 (102)

EA UÇÁ 4º TRI EM  João da Silva Bezerra em Maricá 250413 (29)

domingo, 24 de março de 2013

0 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

aguaaa            Organização das Nações Unidas – 22 de março de 1992

Art. 1°- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2°- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
Art. 3°- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4°- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5°- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6°- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7°- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8°- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art.9°- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10°- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

    No Brasil, os recursos hídricos são vastamente disponíveis. O país detém 12% das reservas mundiais e 53% da água doce disponível na América do Sul, além de possuir o maior rio do planeta (o Amazonas). Entretanto, mesmo com disponibilidade de água favorável, há escassez de água potável em algumas regiões. A água doce disponível em território brasileiro está irregularmente distribuída: aproximadamente, 72% dos mananciais estão presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país. Outro severo fator é a falta de saneamento básico e disponibilidade de água tratada. Por exemplo: - A cidade de Manaus, localizada na Bacia Amazônica, local de abundância hídrica, grande parte das moradias não recebe água tratada e em todo o Brasil, aproximadamente 36% das moradias (20 milhões de residências) não têm acesso à água de boa qualidade, segundo pesquisas do IBGE.
    Para mudar a atual situação brasileira, Políticas Públicas devem ser estimuladas, numa tentativa de modificar alguns comportamentos errados. Um exemplo de política executada é a Lei 9433/97 ou Política Nacional de Recursos Hídricos, que reconhece a água como um recurso natural limitado e para isso, deve possuir valor econômico, o que dá ao usuário uma indicação do seu real valor, além de incentivar a racionalização. Outro fundamento de grande importância é que os recursos hídricos devem ser geridos de forma descentralizada, contando com a participação do Poder Público, da sociedade e dos usuários. Somente através dessas parcerias e de mudanças comportamentais, asseguraremos à atual e às futuras gerações, água disponível em qualidade e quantidade. Vale lembrar todo o dia é dia da água. Que não nos preocupemos com ela apenas uma vez ao ano, mas também, nos outros 364 dias. Água é vida! Vamos usá-la com sabedoria, para que nunca falte.


Guilherme Rodrigues – Engenheiro Florestal

quinta-feira, 21 de março de 2013

0 21 de março, dia Internacional das Florestas

21DEMARCO_FLORESTAS
No dia de hoje, 21 de março, comemora-se o Dia Internacional das Florestas. Oficialmente, a primeira celebração foi no ano de 1972, quando a FAO (Organização para Agricultura e Alimentação – ligada à ONU) aprovou um projeto objetivando sensibilizar as populações sobre a importância de manter as florestas em seus estados naturais, além do incentivo para o aumento das áreas verdes, essenciais à vida humana e do próprio planeta. Mas a data não foi escolhida de forma aleatória. O vigésimo primeiro dia de março foi eleito em virtude da chegada da Primavera no Hemisfério Norte, época inicial de florescimento e reprodução das espécies vegetais. Já no Hemisfério Sul, em razão das opostas condições climáticas, a chegada da Primavera se dá no mês de setembro. Desta forma, é neste mês que se comemora o Dia da Árvore – 21 de setembro. Assim, correlacionamos duas importantes datas: Dia Internacional das Florestas e Dia da Árvore.
 
Mas a preocupação com o ambiente florestal já era conhecida desde o século XIX, mais precisamente no ano de 1872. Foi nesta época que o político americano, jornalista e agricultor Julius Sterling Morton (abril, 1832 – abril, 1902), apreensivo com a escassez de algumas espécies vegetais arbóreas e ciente das vitais importâncias que as árvores possuem, mobilizou a população do estado norte-americano de Nebraska a dedicar um dia ao ano ao plantio de árvores. Assim, nasceu o Dia da Árvore, que em sua primeira edição, conseguiu plantar 1 milhão de mudas! O evento se tornou um sucesso e rapidamente se espalhou para outras regiões dos Estados Unidos. Não demorou muito para que os ideais de recuperação ambiental florestal atingissem outros países, inclusive o Brasil.

Em nosso país, as ações ambientais são de extrema importância, já que possuímos a segunda maior extensão de florestas do planeta, atrás apenas da Rússia, e abrigamos grande parte da maior floresta tropical do mundo - a Amazônia - além de sua biodiversidade singular. Mas quais são as funções que as florestas desempenham? Elas são realmente importantes? A resposta é SIM! São de extrema importância não só por abrigar inúmeras espécies de fauna e flora, mas também por manter estável a vida em todo o planeta, incluindo, a dos Seres Humanos.

Quando falamos das “funções desempenhadas pelas florestas”, devemos ter em mente que são suas raízes que auxiliam na fixação do solo, impedindo o processo de erosão. São as suas folhas, que quando caem das árvores, depositam-se sobre o solo, criando uma camada. Esta faz com que a água das chuvas se infiltre lentamente, recarregando o lençol freático, que irá abastecer os rios e lagos, além de minimizarem os efeitos das enchentes. As florestas atuam também na regulação do clima, pois são elas que, através da Fotossíntese, capturam o gás carbônico decorrente de diversas atividades antrópicas e devolvem ao meio ambiente Oxigênio. É também nesse ambiente que estão abrigadas diversas populações indígenas e Reservas Extrativistas, possuindo assim, uma grande função social. Também é graças a elas que temos as

Unidades de Conservação, seja de Proteção Integral ou de Uso Sustentável, mas que independente do seu grupo, conservam a biodiversidade, além de possuírem um importante papel paisagístico.

Mas mesmo desempenhando inúmeras funções importantíssimas, o ecossistema florestal brasileiro vem sofrendo grandes perdas em sua área, seja pela ocupação imobiliária desordenada, pela exploração ilegal de madeira, pelo elevado nível de queimadas ou desmatamento. Todos esses fatores reduzem drasticamente a cobertura florestal, reduzindo assim, as excelentes funções citadas anteriormente.

Para que a atual situação de degradação seja contornada, é preciso a atuação do Poder Público de forma enérgica, tornando pouco rentável o desmatamento da floresta e aumentando seu poder fiscalizador. Também é preciso que a sociedade perceba a importância que a floresta possui quando está “de pé”. Mas para isso, também são necessárias fortes políticas de Educação Ambiental, fazendo com que a população se conscientize e passe a enxergar a floresta como uma extensão de seus lares. Somente assim, poderemos garantir que nós e nossos descendentes desfrutaremos dos benefícios que somente as florestas possuem.

Guilherme Rodrigues – Engenheiro Florestal

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

0 Projeto Caranguejo UÇÀ

O Projeto Uçá realizado pela Guardiões do Mar é patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental. Objetiva disseminar informações de forma coloquial, aumentando o conhecimento sobre a espécie e seu ecossistema, promovendo a sustentabilidade.